Batom garoto não é de Deus.

By Alana Aguiar - segunda-feira, janeiro 30, 2012


Sempre fui uma viciada em chocolate, fato. Mas, tinha um sério problema de garganta que por algum motivo idiota, eu disse IDIOTA, um médico me proibiu de comer. Ta bom, tudo bem... eu não podia mesmo comer chocolate e o motivo não era tão idiota assim mas, fala sério, que crueldade um médico proibir uma criança de comer chocolate. Isso foi verdadeiramente "tirar o doce de uma criança".
Okay, voltando... Não lembro bem mas, acredito que essa história tenha ocorrido entre meus 8/11 anos de idade...
Meu pai tinha uma lanchonete, o que era uma tentação para mim. Sempre que ele entrava pro outro cômodo do estabelecimento eu espertamente aproveitava a deixa para abrir a vitrina dos doces e "pegar escondido" um chocolate (batom garoto era o meu preferido).
Tudo ia bem nessa minha vida, comendo nomalmente meus docinhos e fazendo meu organismo feliz *carinha piscando* suprindo minha necessidade de açúcar no sangue, até que um belo dia, quando sorrateiramente entrei na lanchonete, abri a vitrina, coloquei minhas maozinhas no tãããão sonhado doce, papai voltou antes do tempo e na confusão toda coloquei o batom garoto entre as pernas e sentei na cadeira mais próxima *com a cara mais lavada do mundo*. Passaram horas, eu juro! Se não foram horas então aqueles foram os minutos mais longos da minha vida! Até que o meu pai teve a sábia ideia de me pedir para ir até nossa casa (que ficava acima da lanchonete) para pegar alguma coisa que já não me recordo.

Papai: Alana, vai la!
Eu: não.
Papai: PORQUE ALANA?
Eu: Não posso!
Papai: Porque não pode, você não esta fazendo NADA!
Eu: Não da!!!
Papai: MENINA O QUE VOCÊ ESTÁ ESCONDENDO???
Eu: Na...n...a...d..a... nada, papai.
Papai: Alana, só vou falar dessa vez:
EU NÃO ESTOU MAIS PEDINDO, ESTOU MANDANDO! VÁ AGORA!!!

Atenção para o momento drástico:

e eu, lógico, continuei andando parecendo uma pata choca! Quando papai falou/gritou: Esse foi o instante em que me levantei com as pernas travadas *para não deixar cair o chocolate* e papai logo perguntou: 

|Prepare-se, cenas pesadas agora|

 Vi que não ia ter jeito mesm: Abri as pernas. O chocolate caiu. Eu sai correndo. Papai correu atrás de mim. Corremos uma avenida inteira e dois quarteirões. Dei a volta. Cheguei em casa. Subi as escadas. Me tranquei no banheiro. Papai ficou na porta do banheiro. Ameaça de arrombamento. Implorei misericórdia e clemência. Não teve jeito. Sai do banheiro.

APANHEI, a pior surra de sempre e de todos os tempos.
Tive que esfriar o bumbum sentando na janela de mármore. O mármore frio ajudou bastante. E depois tudo isso acabou. Hããããããã... Não mesmo! Meu pai me deu UMA CAIXA DE BATOM GAROTO!!! E você deve estar pensando "poxa, valeu a pena". ahahahaha. Ele me deu uma caixa de batom garoto para que eu comesse todos de uma só vez. E COMI! Já não aguentava mais, tinha chocolate saindo pelo nariz, cara. E papai ficou por perto até que eu tivesse comido tudo. Chocolate/lágrima, já nem sabia quem era o que.

Ao contrário da impressão que você deve ter tido após ler essa história, meu pai é um excelente pai e a pessoa mais calma do mundo. Sou grata a ele por ter me ensinado a lição de não pegar coisas sem permissão, apesar de não entender pq raios eu não podia comer chocolate e ele me enfiou uma caixa de batom goela a baixo. Talvez hoje a filhinha dele fosse uma ladra! *drama mode on*. Mas, enfim, essa é a história de como passei a ter trauma de batom garoto na minha vida.


PS: Contei esse acontecimento no meu antigo blog e no face, mas acho que vocês que ainda não conheciam, mereciam conhecer essa parte dramática da minha existência. AH, Continuo amando chocolates!

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