O mundo debaixo da cama e a velha que criava gatos.

segunda-feira, novembro 28, 2011

Se você apaga a luz e sai correndo direto pra cama, você vai entender esse texto. Se você apaga a luz e liga a lanterna do celular, correndo logo em seguida direto pra cama, você vai se identificar com esse texto. Se você faz tudo o que foi dito anteriormente e ainda se preocupa com o futuro do seu pé e das coisas que acontecem embaixo da sua cama enquanto você dorme: ta no lugar certo, amigão.

Eu não sabia pq raios eu tinha paranóia em deixar meus pés do lado de fora da cama.  Pensei que poderia ser por causa daquela história que todo mundo conta, desde que a gente mal é gente na vida, de que algo do além vai voltar e puxar o pé da gente. Ta. Puxar o pé pra que? E daí? Fui mais afundo na obscuridade do meu pensamento e lembrei de uma música, maldita música, que faz com que as pessoas descubram o mundo que existe debaixo da cama, sem nem mesmo saber o que que ta sabendo.  Eis a música: A VELHA DEBAIXO DA CAMA.

Sério. O que é que uma velha faria debaixo da cama?  E ela não apenas se contenta em ficar debaixo da cama, a velha resolve criar um gato! E EU TENHO MEDO DE GATOS! Pra completar vem a frase "na noite em que se danava o gato miava e a velha dizia: Ai meu Deus, se acabou tudo! Tanto bem que eu te queria" Oi, produção? Comoassim? A velha matou alguém e se arrependeu foi isso? Torturou o gato e fez do gato um tipo de Cerberus cão-gato mitológico guardião do submundo from hell das camas? (Caraca, será que aquele desenho cat-dog foi inspirado nisso?) 

A maldita velha deu ínicio ao mito do monstro debaixo da cama e incutiu na mente das pobres crianças que existe um mundo com animais sendo toturados e uma velha se lamentado por sua imensa psicopatia na vida. Se é difícil pra um ser humano adulto de 22 anos sem vergonha na cara, imagina pra uma criança?  É o que eu acho. Foi o começo. 

Dividi quarto com a minha irmã até os treze anos de idade. Toda noite vinha um gato na janela do nosso quarto, minha irmã nunca via o maldito gato! Ela é do tipo que apaga só de ouvir a palavra "cama". Eu sou do tipo que não apago, nem desligo da tomada por nada desse mundo, se tiver cafeína então. Naquele tempo eu não tinha celular, muito menos uma lanterna de celular. Todo mundo meio que tava me achando um tanto crazy. Já não bastava o submundo da velha debaixo da cama, ainda precisava aturar o gato da velha na janela e as pessoas me achando doida.  Até que uma certa noite, minha irmã acordou de madrugada e viu o tal gato! Ótimo, pelo menos nela todo mundo acreditaria. 

Cara, o gato da velha não só era treinado, como também era sinistrão! Encontraram o gato na geladeira afanando um iorgut, furando o iorgut com as garrinhas, e bebendo tudinho. #TrueStory

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